Noite, dia.

Alguns fogem, elas observam.

De suas teias brancas

resistem.

Resilientes sobrevivem.

As moscas caídas

transformadas em iguarias.

As aranhas observam,

vigiam — talvez sonhem.

Enrolam suas vítimas

e depois dormem.

Matam sem matar.

Alimentam-se em silêncio

Da quietude de seu tempo.

Quando morrem

não viram múmias,

mas suas teias estão cheias

de histórias de vidas que

consumiram e

consumaram em seus domínios

enquanto observavam.

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